Blog do Neis

Abril 20, 2008

FISL 9.0: #5 Resumo do último dia

Arquivado em: fisl9 — danielneis @ 3:21 pm

E ontem terminou mais uma edição do FISL.

Já sinto saudades, é verdade. Pensei até em renomear o nome da rede sem fico aqui de casa para se chamar ‘fisl’, mas acho que não adiantaria.

Ontem foi o dia das celebridades no FISL.

Começando devagar, com o 3º Encontro Nacional do Ubuntu Brasil, onde o Fábio Nogueira, André Gondim e mais uma rapaziada mostraram rapidamente o que vai rolar no Hardy Heron e recolheram opiniões da galera pra mobilizar o pessoal e de ações que a comunidade poderia tomar pra melhorar as coisas.

Depois dessa foi a vez de assistir a palestra do Er Galvão Abbot, do PHP RS, sobre XSS. Essa foi uma palestra do tipo: “você precisa rever seus hábitos”. Cross-site-scripting acontece e é mais fácil do que se pensa. Por padrão, as aplicações já são inseguras, a menos que você mantenha dois ou três bons hábitos (htmlentities, striptags, filter, pra quem programa PHP).

Às 11 era hora de chegar no Teatro Linus Torvals, pra ficar lá até as 14.
Na sequência, assisti:

Randal Schwartz, que apresentou um overview da linguagem SmallTalk e do framework Seaside. Esse cara sabe falar. Foi a primeira vez que consegui entendar a sintaxe da linguagem e, além disso, achar legal. O lance de parâmetros nomeado é muito legal, o debug com a aplicação ‘viva’ nem se fala.

Bram Moolenar, falando sobre a evolução do Vim e algumas dicas pra escrever scripts para o mesmo. É das melhores a sensação de assistir uma palestra do criador de uma ferramenta que se usa no dia-a-dia (inclusive esse post e os anteriores, foram escritos no Vim).

Em seguida, foi a vez de ouvir novamento o Theodore Ts’o, dessa vez falando sobre o sistema de arquivos Ext4. Essa foi uma sessão bem ‘pesada’, bastante técnica. Bastante interessante, mesmo pra mim que não conheço muito sobre sistema de arquivos, para tomar conhecimento das adversidades e demais firulas que estão envolvidas na criação de um filesystem.

Para trocar um pouquinho de sala, fui até o auditório Andrew Tanenbaum assisir uma sessão sobre tradução de software com um muleque que trabalha na tradução do Drupal. Não vou falar muito dessa pra não falar mal. O delicado palestrante falou mais sobre história da linguística do que qualquer outra coisa. E a sessão de perguntas e respostas resumiu-se a “como eu traduzo ripar?”, “e postar?” “e blablabla”…
Por pouco não foi uma perda total de tempo.

Para compensar, voltando a sala de antes, era hora de assistir a Mitchell Baker falar sobre o projeto Mozilla. Comparando a instituição com uma árvore, ela falou sobre as raízes da mesma no software livre, a importância da comunidade e como eles conseguem manter tanto a Mozilla Foundation (uma instituição sem fins lucrativos) e Mozilla Corporation, que é a parte que faz dinheiro.

Às 16 foi hora de dar uma passeada pelos estandes enquanto esperava a apresentação da Fernanda Weiden e do pessoal do UMIT sobre o Google Summer Of Code.

Às 17, uma sessão sobre Engenharia de Software e Software Livre, sinceramente sem nada demais.
Logo em seguida foi vez de assistir, com o Teatro Linus Torvals lotado, a palestra do Jon “maddog” Hall sobre diversão com software livre. As falas dele são sempre muito divertidas e animadoras. O cara realmente adora o Brasil e tem o jeito de falar em público. Ao final ele foi aplaudido de pé durante bastante tempo.

Para fechar o dia, literalmente, o Encerramento do Fórum, comandado pelo TUX maluco.

Depois disso tudo, uma hora e meia de atraso no aeroporto, consegui chegar em Floripa às 2 da manhã.
Chovia bastante por aqui e sorte que meu irmão apareceu lá pra me dar uma carona pra casa. Só que a chuva era tanta quando saímos do aeroporto que era praticamente impossível enchergar a estrada. Com essa impossibilidade, acabamos passando por cima do canteiro que separava as pistas e quebramos a roda. Que beleza. Sorte nossa que ainda conseguimos parar o carro em baixo de um telhado para trocar o pneu.

Depois dessa diversão toda, cheguei em casa às 3 da manhã e pude matar a saudade da minha cama.
Agora é esperar até ano que vem, no FISL 10, onde pretende-se chegar aos 10 mil participantes.
Vejo vocês lá!

Abril 19, 2008

FISL 9.0: #4 Resumo do segundo dia

Arquivado em: fisl9 — danielneis @ 8:03 am

E hoje (na verdade onte, que foi quando este post foi escrito) foi mais um dia de FISL.
O dia começou, mais uma vez, com uma neblina cerrada. Frio o suficiente para me convencer a colocar um casaco na mochila, antes de sair.
Só um casaco, pois como diria o velho deitado: “Neblina baixa, sol que raxa”. E foi exatamente o que aconteceu: pouco antes da palestra das 10 o calor já era forte.
Deixando a meteorologia de lado, vamos o que interessa: resumão do segundo dia do FISL9.0.

Das oito palestras das 10 horas, a escolhida foi “Novas tendências na instalação de pacotes de software em Linux”, do Paulo Trezentos, Arlindo Oliveira e Inês Lynce. Fechando certinho com a trilha “Tópicos emergentes”, Paulo Trezentos tratou das pesquisas desenvolvidas na Europa, e dos trabalhos da distribuição Caixa Mágica, que visam acrescentar aos gerenciadores de pacotes atuais características como rollback de atualizações, utilização de SAT SOLVERs para solver problemas de dependências de pacotes e a possibilidade de usar o apt-get, por exemplo, para baixar pacotes via P2P. Os trabalhos já são desenvolvidos há alguns anos, são bastante funcionais mas ainda não são maduros o suficiente. No fim das contas, como acredito ser o intuito da trilha, foi bom para ver o que vêm por aí para facilitar a vida do pessoal no que trata de gerenciamento de pacotes.

Terminando o “aquecimento”, era hora de escolher entre a palestra do pessoal do Firefox e a do Antonio Terceiro, intitulada “Engenharia de Software e Software Livre: tudo a ver!”. Uma escolha difícil, é verdade. Mas para minha sorte, esta última foi transferida para o sábado às 18 horas, justamente num horário em que não pretendia assistir nada. Maravilha! Vamos ao Firefox.

O tema “Firefox in Brazil and Beyond” foi apresentado pelo Chris Hofmann, Bruno Magrani, Chris Blizzard, Marcio Galli, Mary Colvig e Taras Glek. Pessoal bacana, mostraram alguns números, comentaram sobre o papel da comunidade, a importância da localização e mais uma série de perguntas feitas pelo pessoal. Além disso, foi feito o convite para participar do Workshop do Firefox, que rolou das 13 às 21 horas. Convite que aceitei prontamente. E, após um super almoço no restaurante do shopping, digo, da PUC, me dirigi para o prédio 30, onde ocorreria o workshop. A primeira aprensentação, de algum dos palestrantes da sessão anterior do qual não me lembro o nome, deu uma visão geral sobre o projeto, sobre o foco nos desenvolvedores, usuários finais e usuários de outros navegadores. Sim, de outros navegadores, pois a equipe do Firefox sente-se responsável por puxar o mercado de navegadores para que a experiência do usuário com a web e com o próprio browser traga sempre novidades.
A segunda palestra tratou da questão que não tive a oportunidade de fazer na palestra das 11 horas: firefox offline/online.
Foram apresentadas as novas possibilidades, que estão no Firefox 3, de desenvolver aplicações web que permitam ao usuário interagir mesmo estando offline. Baseados no padrão WHATWG, foram implementadas algumas chamadas javascript responsáveis por mágicas que vão desde saber se o usuário está online ou offline até fazer cache de contextos das aplicações no navegador. Essa é a belezinha que vai permitir que você conecte-se à internete para baixar seus emails ou feeds, desconectar, fazer tudo que tem que fazer e depois conectar-se novamente para sincronizar as ações com o mundo. Realmente muito bom nessa época de mobilidade em que o custo de conexões via celular ainda são bastante caras.

Apesar da vontade de assistir todo o workshop, como programador PHP sintí-me praticamente obrigado a sair correndo para a palestra “Large Scale PHP”, de ninguém menos que Rasmus Leedorf. E foi o que fiz, mas não sem antes adquirir, na faixa, a camiseta do Firefox, mais uns adesivos e um bottom. É isso aí: esse ano não tem os pinguins da IBM, mas teve camiseta do Firefox.

De posse de mais badulaques, cheguei um pouquinho atrasado à palestra do Rasmus, e a parte de escalabilidade estava terminando para dar espaço à segurança em sites PHP. Sem palavras sobre as técnicas simples, porém frequentemente esquecidas, mostradas lá. Dentre outras, o cara abriu uma ferramenta e fez um scan num site, se não me engano, do governo de Porto Alegre e viu que não só conseguia executar código JavScript arbitrário como gerou um erro que possibilitaria um SQL Injection. Legal…

Depois de apavorar-me com a insegurança da internet (nas palavras do Rasmus “Don’t click any link. Every click is a security fault”), fui assistir uma palestra mais leve: “Por que Python?”, do Marco Anddré Lopes Mendes. Palestra divertida, apresentadas 10 razões para usar Python, mais duas de bônus. Sinceramente: nada de novo, tudo o que todo mundo fala para defender sua linguagem favorita. Ao menos o palestrante foi sincero e no começo já avisou que a palestra seria mesmo um evangelismo discarado. No fim valeu a pena pelo senso de humor do palestrante e os slides bem confeccionados.

Na sequência era a vez de assistir algo mais técnico, mais ciência da computação. E nada melhor do que “Open source solutions for distributed systems development”, do Rodrigo Damazio, do Google. Apesar do frio intenso na sala, rolou uma boa explicação sobre MapReduce, a solução do Google (GFS, se não me engano) e algumas OpenSource (acho que uma delas era Hadoopi, ou algo que o valha). Além disso rolou uma visão geral de implementação disso para bancos de dados distribuídos (BigTable, do Google, e HyperTable, se não me engano). Ao final já era 17 horas, ou seja, hora de correr para a “Kernel Open Session” com o Theodore Ts’o.

É desnecessário dizer que o cara manja muito, afinal ele trabalha no desenvolvimento do kernel desde quando mesmo? 1991? Um pouco depois, talvez? De qualquer forma já são mais de 10 anos trabalhando no mesmo sistema e isso é bastante tempo. Todas as perguntas respondidas com excelência e eu mal posso esperar pela palestra dele amanhã sobre o **ext4** (pô, quanta babação de ovo, agora me surpreendi comigo mesmo).

Saindo dessa, fui à palestra da Nokia, “Iniciativas e projetos open source para smartphones”, onde foi apresentada a plataforma Maemo e alguns detalhes sobre o Symbian OS. No fim de tudo, palestra de marketing.

Pra fechar tinhamos duas horas de Sérgio Amadeu, Francisco Rudiger e Gustavo Gindre concorrendo com “Suporte ao processador Cell no Linux” e “PyWeek: make a game in 7 days”. A minha escolha, não muito feliz, é verdade, foi pelo processador Cell. Sabe como é, PS3, videogame, essa coisa toda. Não posso dizer que a palestra foi ruim, mas o frio era grande e isso contribuiu para que eu passase o maior tempo espirrando e fungando. Maldita rinite. Depois de me recuperar resolvi ver o que o Sérgio Amadeu estava aprontando e dei a sorte de pegar o final do discurso sobre a liberação do Espectro Eletromagnético para uso geral após o mesmo ser liberado pela desativação das TVs analógicas. É realmente um tópico que precisa ser discutido e talvez eu poste algo sobre isso algum dia, mas o resumo da ópera é: em não mais que 10 anos as faixas eletromagnéticas que hoje são usadas para transmissão de sinal de TV serão desocupadas, pois teremos apenas TVs digitais. O processo de reapropriação desse espaço já está acontecendo nos Estados Unidos e leilões milhonários são feitos pelo estado para descolar uma grana. Acontece que essa faixa é importante e pode servir não como um canal para grandes empresas distribuírem informação interessante para elas, mas como um canal comunitário de comunicação, onde funcionaria como uma grande rede Mesh ou P2P. Levar a sério o direito humano da comunicação sem barreiras.

Bom, acho que já deu pra ter uma idéia do que rolou no segundo dia do FISL9.0.
Agora é dormir um pouco para amanhã enfrentar o 3º Encontro Nacional do Ubuntu Brasil, Prevenindo XSS com Er Galvão Abbott, Randal Schwartz falando sobre Seaside, Bram Moolenar dissecando Vim Script, Theodore Ts’o e Ext4, Tradução de Software Livre com José Ernesto Mortara San Marting e Fabiano Sant’Ana, uma sessão de perguntas e resposta com a Mitchell Baker, CEO da Mozilla, Summer of Code com a Fernanda G. Weiden e outras que ainda não decidi.

Se eu sobreviver estarei de volta amanhã.

Abril 18, 2008

FISL 9.0: #3 Resumo do primeiro dia

Arquivado em: fisl9 — danielneis @ 11:11 am

Opa Opa!
Postando demanhã o post que escrevi ontem a noite, pois o hotel em que estou não tem internet =oT

Resumão do primeiro dia do FISL:

Começamos bem, com a palestra do Akita sendo transferida pois nosso amigo não conseguiu chegar a tempo.
Com essa primeira rasteira, dediquei-me à uma tarefa importantíssima: caçar brindes. Afinal, o que seria de um evento desse
tamanho sem os brindes das grandes empresas? Começando pela UOL, que estava distribuindo uma incrível SACOLA VAZIA de papelão.
Ao menos ela era grande o suficiente para carregar todo o resto. Depois desse grande brinde foi a vez do Google, que ano passado
distribuía um logo brilhante da empresa, esse ano ficou só com pequenos adesivos.
Ah, e as camisetas, pra quem enviava um currículo em inglês. Continuando o passeio consegui uma bolinha laranja de borracha da SOLIS.
Uma volta ou duas a mais e achei uns adesivos bem legais com o grupo de usuários do Firefox.
Teve também a sacolinha da Intel, que veio com algo que eu acredito ser um marcador de página, uma caneta e alguma propaganda.
E falando em adesivos, o portal www.antispam.br também está com um estande bem bacana onde distribuem também um folhetinho com vários adesivos legais. Realmente muito bom o trabalho de ilustração dos caras.

Bom, até aí já tinha dado o tempo pra sair correndo para a palestra ‘Safe Data is Happy Data’, sobre segurança em banco de dados,
do Josh Berkus. Qual não foi minha surpresa ao chegar na sala Linus Torvals (ou 40T) e ver que a sessão foi adiada em uma hora.
E agora? Uma olhada rápida na programação e resolvo correr para a palestra ‘Avaliando os efeitos de memória cache comprimida nos sistemas embarcados’, do Anderson F. Briglia.
O que falar dessa palestra? Não era de meu total interesse, mas serviu de backup. Como diria meu avô: “Pra quem gosta é um prato cheio”.
Não estou criticando a qualidade da palestra ou o palestrante, longe disso. Serviu-me bem para eu rever alguns conceitos bacanas
sobre paginação, cache e outras coisas. Inclusive me lembrou de pesquisar o que é uma **Radix Tree**. Mas o que eu queria era
saber como manter meus dados felizes… e foi pra lá que eu corri assim que a palestra terminou.

E foi aí que começou a que para mim foi a melhor palestra do dia. Josh Berkus, que deu uma palestra na 4Linux essa semana
(a qual não aguentei assistir pela internet pois a transmissão apresentou mais falhas do que pude aceitar), é membro do Core Team do
PostrgreSQL. Precisa dizer mais alguma coisa? O cara tem um carisma impressionante e detalhou todo o processo de segurança de um
banco de dados, desde os problemas com firewall e políticas de autenticação até a parte de **data auditing**, passando por permissões e papéis, schemas, views e stored procedures. Realmente foi uma palestra que abriu meus olhos quanto à políticas de segurança.

Saindo com o dia ganho, já era hora de passear mais um pouco e comer algo. Comparado ao ano anterior, as opções e a facilidade para
adquirir algo para comer melhorou bastante. O mini-shopping, digo, a PUC, onde está ocorrendo o evento é um lugar bem servido de lanchonetes.
Após pegar alguma coisa para enganar o estômago, resolvi dar uma de turista e visitar a ‘Lojinha do FISL’. Esse ano vou levar uma camiseta, pensei.
Chegando lá, dei uma olhada e aconteceu algo engraçado:
– Oi, com licença, posso dar uma olhada nessa camiseta com desenhosinhos? (Aponto para uma camiseta que tinha o TUX e o mascote da GNU estampado).
– Claro, tá aqui.
– (Estranhei o tamanho pequeno da camisa, pensei que era uma baby look) Ah, legal… será que tem pro meu tamanho? GG, XGG ?
– Ah, não sei, é que na verdade essa camiseta é infantil.
– ¬¬’ ah, tah, hehe… e aquela outra ali?
Que bola fora, não? Mas acamiseta era tão legal… Fui obrigado a adquirir uma camiseta mais séria, que a sociedade diz ser mais condizente com minha idade.
Não que a camisa não seja legal, mas sabe como é aquele lance de “bater o olho” e gostar.

Enfim, hora pra mais palestras esclarecedoras. Dessa vez: “Understanding the Kernel Network Layer”, com Breno Leitão.
Apesar do aparente nervosismo do palestrante, a sessão seguiu sem problemas. O sr. Leitão explicou direitinho as diferenças entre a antiga e a nova API de rede do linux (a antiga foi até 2.4, a nova nasceu na 2.5 e foi ‘backported’ para a 2.4.20), como funciona a transmissão e recepção de pacotes em nível de driver de dispositivo e kernel e falou um pouco sobre configurações e otimizações.

Continuando na mesma sala (Guido Van Rossum, ou 41C), que por sinal foi onde ocorreu a palestra que serviu de backup para a do Josh Berkus, assisti à apresentação do Paulo Ricardo Zanoni e do Luis Carlos Erpen de Bona sobre Multiterminais (tenho a estranha sensação de ter ovido nomes diferentes serem anunciados antes da palestra o.O). Essa foi basicamente a exposição do caso do pessoal do C3SL, da UFPR, que instalou 44000 terminais, usando 11000 computadores, nas escolas públicas do Paraná. Muito legal saber que desse projeto ’saíram’ dois desenvolvedores do **X**, patches pro kernel do linux, e todo um trabalho desenvolvido durante anos para que essa história de multiterminais fosse possível.

Ao final da palestra o relógio marcava 16 horas; hora da abertura oficial do evento.
Sinto decepcioná-los, mas não participei da cerimônia pois precisava reforçar meu almoço e descançar um pouco as canelas.
Principalmente depois de notar o grande fluxo de pessoas se dirigindo para a sala onde ocorreria a abertura.
Pensei em assistí-la em uma das outras salas, é verdade, pois estava na programação que a abertura seria transmitida lá.
Não vi nenhuma movimentação, nos primeiros 10 minutos, que me fizesse acreditar que isso ocorreria e foi aí que desisti de vez.
Tentei acessar a internet, mas já estava difícil. Como suspeitei demanhã, a rede sem fio estava legal quando ninguém estava usando.
Pude perceber isso ao tentar novamente no fim da última palestra e conseguir acessar sem problemas.

Inconvenientes a parte, era hora de decidir entre uma palestra do pessoal da Intel, uma sobre filesystems e uma sobre wxWidgets com C++.
Levando em conta que teria companhia apenas para a última, foi por esta que decidi.
Valeu a pena. Rolou uma contextualização da necessidade de desenvolver aplicações multiplataforma, um overview do framework e suas
mágica e… um dedão no botão ‘power’ do teclado. Sim! Aquele que (quase) todos odeiam. Aí o computador não queria voltar a iniciar,
quando iniciou a senhorita que estava responsável pela sessão não sabia a senha para logar no Ubuntu e a plaestra foi salva por um camarada que emprestou um notebook. Mas o notebook só tinha saída mini-hdi, e o projetor era hdi. Mas, “por incrença que parível”, tinha alguém na platéia com um adaptador. E agora sim, a palestra foi salva. E a bateria do note, que já estava no fim, aguentou valentemente mais alguns minutos para que a palestra pudesse chegar ao fim sem mais problemas. Isso que é colaboração…

Mais uma vez a sorte de permanecer na mesma sala (Marcelo Tosatti, ou 41D) e chegou a vez de “Artistas e Programadores: Como Interface de Usuários Impactam o Movimento de Software Livre”, do Bruno Souza, Ean Schuessler, Eric Schuessler e Roger Brinkley. Começou tudo muito bem, os caras manjavam e falavam o que eu queria ouvir. Eles realmente tinham a moral.
Até que “alguéns conseguiram” disvirtuar a palestra e a coisa todo acabou em:
– Ah! Designer não usa gimp por quê não tem suporte à CMYK.
ou
– Ah! Designer usa Apple por quê é bonitinho
ou
– Ah! Designer não ….
AAAAAAAAAAH!!! Vejam só: fugiram totalmente do tema original e acabaram em mais uma discussão sem fim e sem sentido, destruindo uma das palestras que poderia ter sido uma das melhores de todo o evento.
`Como eu adoro esse tipo de gente.`

Bom, saindo desgraçado da vida só me restava acompanhar o pessoal no teste de outra lanchonete do shopping, digo, da PUC.
O teste da lanchonete, que abriu espaço para discussões totalmente OFF-TOPIC na linha:
vegetarianismo -> testes em animais e seres humanos -> liberação das drogas/armas -> a passividade do povo em relação a leis e liberdades retiradas para nos proteger de nós mesmos

Após esse “relax”, nos dirigimos para a última sessão afim de assistir a palestra “How to write a device driver”.
Ainda bem que chegamos cedo, pois o lugar encheu. Todo mundo lá querendo ver a Kristen Accardi desmistificar as entranhas e magias negras da área.
A palestra se deu como o que um camarada chamou de SCREAM PROGRAMMING, onde a Kristen falava e ali na hora, sem dó nem piedade, a Sulamita mostrava seus dons programando C ao vivo no VI. Acreditem, rolaram várias situações cômicas, mas as duas deram conta do recado e conseguiram mostrar pra rapaziada que escrever um driver de dispositivo para o Linux não é tão difícil assim. Mas também não é tão fácil quanto a Kristen alegou no começo.

E foi assim que terminou o primeiro dia do FISL 9.0: saldo positivo, cansado e pronto para o dia seguinte.
Amanhã eu volto com mais histórias…

Abril 17, 2008

FISL 9.0: #2 Portas abertas

Arquivado em: fisl9 — danielneis @ 9:50 am

Esqueci de falar de uma das minhas primeiras impressões:
Escadas. No ano anterior não tinha escadas…
Agora nesse prédio “modernoso” da PUC o que a gente vê primeiro são as escadas e indicações de salas em outros prédios e no terceiro andar… espero que não seja um empecilho. Ao menos tem algumas escadas rolantes.
Bom, agora abriram as portas. Lugar grande. Bastante espaço para o pessoal. Lugares para sentar. Mesinhas, sofás e puffs (não o urso amarelo, aquele lance pra sentar mesmo) pra galera.
Vários estandes ainda estão sendo montados e o pessoal já começa a passear pra lá e pra cá.
Vou dar uma olhada por aí enquanto espero a [palestra do akita](http://fisl.softwarelivre.org/9.0/papers/pub/programacao/531)

FISL 9.0: #1 Chegando…

Arquivado em: fisl9 — danielneis @ 9:33 am

Cheguei a poucos minutos ao FISL 9.0
Minhas primeiras reações:
Lugar bonito, muita gente, processo de retirada de credencial mais organizado que o ano passado.
A wireless está legal, sentei aqui no hall de entrada e consegui uma conexão com sinal de 68% fácil fácil… será que é por que o pessoal não descobriu ainda?
Só fiquei triste por que o caderninho com a programação não veio junto com o resto do material. Ouvi dizer que eles vão distribuir durante as palestras… vamos ver.
Assim que tiver mais novidades volto a escrever.
Seeya!

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